A educação, processo de desenvolvimento essencial ao ser humano, não é estática porque acompanha a evolução e, portanto, é dinâmica e adaptável a cada novo tempo que chega. Não obstante, são criados modelos de se educar que permanecem por determinado período, às vezes longo, nas famílias, escolas e organizações. Há uma constante preocupação quanto à validade de cada modelo, a sua obsolescência ou tempo de vida útil, levando muitos estudiosos a compreender o momento em que vive a sua sociedade e as novas demandas educacionais.

Quando se trata da educação no âmbito da graduação superior, vêem-se constantes debates a respeito das formas mais adequadas para se promover as relações que permeiam o conhecimento. Percebe-se, cada vez melhor, a sutileza com que se processa a relação ensino-aprendizagem. Nomes consagrados do meio, a exemplo de Paulo Freire, revelam que “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção”.

Surgem, então, novos desafios para quem deseja construir métodos e estratégias educacionais de forma refinada, levando-se em conta a evolução pela qual trafegam mestre e aluno. A experiência tem demonstrado que a busca pela informação deve ser sempre motivada, para que o senso de pesquisa seja internalizado e a obtenção dos dados seja como um esforço desprendido, sem perder de vista a qualidade de ensino e a adequação de conteúdos à realidade em permanente evolução.

Baseados nesse sentimento, a nossa intensão não é impor estratégias, mas instrumentalizar melhor nossos alunos que vivenciam uma rotina diária preenchida com leituras e produção de textos necessários à apreensão dos conteúdos, tornando esta conduta “árdua” e “fascinante” em um instrumento que viabilize seu papel de cidadãos do mundo, através de uma comunicação mais eficaz.

Acreditamos que a disciplina de Metodologia e Técnicas de Pesquisa supõe muito mais do que obediência às normas da metodologia científica, aspecto diferenciador dessa composição. Esta disciplina tem, hoje, novas tarefas, muito mais importantes que a de verificar se as regras normativas foram observadas na escritura dos trabalhos acadêmicos:

O de instilar nos alunos o gosto pela pesquisa, pela investigação e pelo espírito crítico e que realmente quer preparar cientistas cidadãos.

Mais do que fundamentar um raciocínio científico, buscamos desmanchar um mito: o de que a disciplina de Metodologia e Técnicas de Pesquisa deve necessariamente ser mal-humorada e pomposa.

Ora, se nos referimos a um curso superior estamos naturalmente nos referindo a uma “academia” de Ciência e, como tal, as respostas aos problemas de aquisição de conhecimento deveriam ser buscadas através do rigor científico e apresentadas através das normas acadêmicas vigentes. Isso porque, qualquer instituição educacional nada mais é do que o próprio local da busca incansável do saber científico. O que torna a disciplina Metodologia e Técnicas de Pesquisa eminentemente prática e com a função de estimular os alunos para que busquem motivações para encontrar respostas às suas dúvidas. Dito isto, parece que fica claro que esta disciplina não é um simples conteúdo a ser decorado pelos alunos ou para ser verificado num dia de prova. Ao contrário, trata-se de estimular a prática do raciocínio e de fornecer aos alunos um instrumental indispensável para que sejam capazes de atingir o estudo e a pesquisa em qualquer área. Trata-se então de se aprender fazendo, como sugere os conceitos mais modernos da pedagogia.

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A Importância do TCC
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